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	<title>Comments on: Trabalhar com arquitecto?</title>
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	<description>um olhar sobre a  arquitectura contemporânea</description>
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		<title>By: nunogomes</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2007/10/28/trabalhar-com-arquitecto/comment-page-1/#comment-3981</link>
		<dc:creator>nunogomes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 09:26:30 +0000</pubDate>
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		<description>Procuro um arquitecto. Alguém que me ajude a construir o projecto para a casa que desejo. 
Mas parto de um ponto diferente do comum mortal, sou Eng.Civil e faço direcção de obra. Na ultima década houve uma alteração das &quot;maneiras&quot; e passei a construir projectos de arquitectos ou equipas de projecto (são coisas diferentes, acreditem). 
E posso dizer que tenho trabalhado para grandes projectistas portuguesas, em edifícios que se querem modernos, sustentáveis, e financeiramente eficientes.
Mas tenho concluído que os arquitectos são ainda muito conceptuais, muito afastados do utilizador final, muito afastados dos restantes projectistas e intervenientes da obra.
Houve um dia, que uma arquitecta, me confidenciou, que me estava a obrigar a fazer o que estava no projecto, porque lhe foi ensinado na faculdade que teriam de se impor na obra...mas era uma asneira, e acabou por ser alterado, para servir os interesses do cliente.
Porque precisamos de ser tão arrogantes e autistas. Porque não se é capaz de fazer equipa, e compreender que os técnicos, que esteticamente não estarão tão preparados, tecnicamente podem dar um contributo positivo. 
Deixo a nota, que tornar arquitectos coordenadores de projecto, poderá não ser a melhor solução. Em minha casa não será a solução decerto. Falta-lhe uma abrangência técnica maior, ou a humildade de aceitar que existem necessidade técnicas que têm de ser cumpridas. Mas também não aceito que seja um técnico, pois tendem a facilitar e com isso estragar a concepção. Deveria ser uma equipa, de duas pessoas. 
Existe ainda outro aspecto que os arquitectos têm de evoluir. Eles estão a construir o sonho de outra pessoa!, não o deles. As pessoas têm limitações financeiras e objectivos específicos. Estou farto de edificar projectos, que temos de alterar acabamentos, porque afinal o cliente não tem dinheiro para tudo. Ou alterar a arquitectura interior, porque ninguém compatibilizou as peças, e aquela conduta passa ali. 
Na minha casa, procuro um colega, que conjuntamente com a minha experiência, me ajude a conceber a minha casa. Conjuntamente, porque eu quero estar presente, quero garantir que os custos estão controlados e que os aspectos técnicos estão garantidos. Mas quero um arquitecto, porque não tenho formação nem capacidade técnica, que garanta um resultado estético e funcional do projecto.
Da procura até este momento tenho tido surpresas engraçadas. O arquitecto com mais obras executadas e maior curriculum, é o mais barato?!, os arquitectos menos experientes, são os mais caros. Estranho, mas a verdade.

Espero que a arquitectura cresça, amadureça, que finalmente tenha projectos de execução.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Procuro um arquitecto. Alguém que me ajude a construir o projecto para a casa que desejo.<br />
Mas parto de um ponto diferente do comum mortal, sou Eng.Civil e faço direcção de obra. Na ultima década houve uma alteração das &#8220;maneiras&#8221; e passei a construir projectos de arquitectos ou equipas de projecto (são coisas diferentes, acreditem).<br />
E posso dizer que tenho trabalhado para grandes projectistas portuguesas, em edifícios que se querem modernos, sustentáveis, e financeiramente eficientes.<br />
Mas tenho concluído que os arquitectos são ainda muito conceptuais, muito afastados do utilizador final, muito afastados dos restantes projectistas e intervenientes da obra.<br />
Houve um dia, que uma arquitecta, me confidenciou, que me estava a obrigar a fazer o que estava no projecto, porque lhe foi ensinado na faculdade que teriam de se impor na obra&#8230;mas era uma asneira, e acabou por ser alterado, para servir os interesses do cliente.<br />
Porque precisamos de ser tão arrogantes e autistas. Porque não se é capaz de fazer equipa, e compreender que os técnicos, que esteticamente não estarão tão preparados, tecnicamente podem dar um contributo positivo.<br />
Deixo a nota, que tornar arquitectos coordenadores de projecto, poderá não ser a melhor solução. Em minha casa não será a solução decerto. Falta-lhe uma abrangência técnica maior, ou a humildade de aceitar que existem necessidade técnicas que têm de ser cumpridas. Mas também não aceito que seja um técnico, pois tendem a facilitar e com isso estragar a concepção. Deveria ser uma equipa, de duas pessoas.<br />
Existe ainda outro aspecto que os arquitectos têm de evoluir. Eles estão a construir o sonho de outra pessoa!, não o deles. As pessoas têm limitações financeiras e objectivos específicos. Estou farto de edificar projectos, que temos de alterar acabamentos, porque afinal o cliente não tem dinheiro para tudo. Ou alterar a arquitectura interior, porque ninguém compatibilizou as peças, e aquela conduta passa ali.<br />
Na minha casa, procuro um colega, que conjuntamente com a minha experiência, me ajude a conceber a minha casa. Conjuntamente, porque eu quero estar presente, quero garantir que os custos estão controlados e que os aspectos técnicos estão garantidos. Mas quero um arquitecto, porque não tenho formação nem capacidade técnica, que garanta um resultado estético e funcional do projecto.<br />
Da procura até este momento tenho tido surpresas engraçadas. O arquitecto com mais obras executadas e maior curriculum, é o mais barato?!, os arquitectos menos experientes, são os mais caros. Estranho, mas a verdade.</p>
<p>Espero que a arquitectura cresça, amadureça, que finalmente tenha projectos de execução.</p>
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		<title>By: Joao Pedro</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2007/10/28/trabalhar-com-arquitecto/comment-page-1/#comment-541</link>
		<dc:creator>Joao Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 14:59:49 +0000</pubDate>
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		<description>Creio que o post surge da necessidade do arquitecto se promover, como se tratasse de um anúncio publicitario, pois a crise nao pára só no cliente, mas fortemente sobre arquitecto, que se vê &quot;à rasca&quot; pra conseguir trabalhar.
Parece-me bem esta política de se publicitarem uma vez que como toda a gente, precisam de trabalhar. 
No entanto os arquitectos só foram vítimas do seu proprio elitismo, ao contrario dos engenheiros que, ao absterem-se dessa posição de estrelato, continuam a ter imenso trabalho, e não sao poucos, a fazer trabalho de arquitecto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Creio que o post surge da necessidade do arquitecto se promover, como se tratasse de um anúncio publicitario, pois a crise nao pára só no cliente, mas fortemente sobre arquitecto, que se vê &#8220;à rasca&#8221; pra conseguir trabalhar.<br />
Parece-me bem esta política de se publicitarem uma vez que como toda a gente, precisam de trabalhar.<br />
No entanto os arquitectos só foram vítimas do seu proprio elitismo, ao contrario dos engenheiros que, ao absterem-se dessa posição de estrelato, continuam a ter imenso trabalho, e não sao poucos, a fazer trabalho de arquitecto.</p>
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		<title>By: vicente lisboa</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2007/10/28/trabalhar-com-arquitecto/comment-page-1/#comment-357</link>
		<dc:creator>vicente lisboa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 16:22:24 +0000</pubDate>
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		<description>Estando completamente de acordo com o essencial do texto, parece-me no entanto que se procura deseperadamente, a certa altura, apresentar argumentos já não para convencer alguém, mas para deseperadamente auto-justificar a importância do Arquitecto, quando isso é um facto consumado. E quem não o aceita não é obrigado a fazê-lo. Afinal vivemos numa democracia. Gente tacanha há de sempre haver. Um dos grandes males, senão o maior, do mundo da Arquitectura, e que afasta o indivíduo anónimo deste mundo é o facto de os arquitectos não terem muitas vezes a noção de se mover num meio hermético, avesso a contactos com o mundo exterior. Parece que somos os detentores da Verdade. Quem lê a Arquitectura e Vida? Quem lê o Jornal dos Arquitectos? Quem vai às conferências de Arquitectura? É um meio elitista, apesar da profusão de cursos actual, e o contacto com o muundo real, o mundo do cidadão comum e desinformado é essencial para evitar uma abordagem arrogante e nefasta ao longo do processo de projectar. Há que dar o benefício da dúvida ao cliente, e não partir do pessuposto que o Arquitecto é o iluminado que lhe vai indicar a luz. Talvez o cliente possa ajudar mais do que à partida o profissional esperaria. Mas cada caso é um caso. E cada casa é uma casa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estando completamente de acordo com o essencial do texto, parece-me no entanto que se procura deseperadamente, a certa altura, apresentar argumentos já não para convencer alguém, mas para deseperadamente auto-justificar a importância do Arquitecto, quando isso é um facto consumado. E quem não o aceita não é obrigado a fazê-lo. Afinal vivemos numa democracia. Gente tacanha há de sempre haver. Um dos grandes males, senão o maior, do mundo da Arquitectura, e que afasta o indivíduo anónimo deste mundo é o facto de os arquitectos não terem muitas vezes a noção de se mover num meio hermético, avesso a contactos com o mundo exterior. Parece que somos os detentores da Verdade. Quem lê a Arquitectura e Vida? Quem lê o Jornal dos Arquitectos? Quem vai às conferências de Arquitectura? É um meio elitista, apesar da profusão de cursos actual, e o contacto com o muundo real, o mundo do cidadão comum e desinformado é essencial para evitar uma abordagem arrogante e nefasta ao longo do processo de projectar. Há que dar o benefício da dúvida ao cliente, e não partir do pessuposto que o Arquitecto é o iluminado que lhe vai indicar a luz. Talvez o cliente possa ajudar mais do que à partida o profissional esperaria. Mas cada caso é um caso. E cada casa é uma casa.</p>
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		<title>By: João Sousa</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2007/10/28/trabalhar-com-arquitecto/comment-page-1/#comment-93</link>
		<dc:creator>João Sousa</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 18:05:36 +0000</pubDate>
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		<description>Tiago: e nesse sentido estamos totalmente de acordo! Se existe um acordo entre o cliente e o arquitecto, tal como um contrato, esse acordo é para cumprir.. Mais uma vez existirão bons e maus exemplos.

Quando digo que o cliente deverá coordenar a evolução do projecto refiro-me ao facto de que quando o Arquitecto começa a colocar as ideias no papel, o cliente deverá acompanhar em parte esse processo e não deixar andar durante semanas ou meses e esperar logo por um resultado final. É muito mais vantajoso se o cliente está interessado em ter um bom projecto e participa activamente nesse processo, estabelecendo boas relações com o arquitecto (e vice-versa), podendo a tempo sugerir alterações, discutir ideias, do que esperar pelo o produto final e só aí dizer que o projecto está fora dos orçamentos pedidos. 

A respeito desta relação arquitecto-cliente sugiro a visita atenta do blog &lt;a href=&quot;http://planob-arruda.blogspot.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt; Casa em Arruda dos Vinhos&lt;/a&gt;, que demonstra um percurso de projecto e obra de grande sucesso de grande inspiração entre arquitecto e cliente. Não só a casa é precisamente aquilo que o cliente queria (como aparece expresso pelas palavras do mesmo), como foi feita com custos bastante controlados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tiago: e nesse sentido estamos totalmente de acordo! Se existe um acordo entre o cliente e o arquitecto, tal como um contrato, esse acordo é para cumprir.. Mais uma vez existirão bons e maus exemplos.</p>
<p>Quando digo que o cliente deverá coordenar a evolução do projecto refiro-me ao facto de que quando o Arquitecto começa a colocar as ideias no papel, o cliente deverá acompanhar em parte esse processo e não deixar andar durante semanas ou meses e esperar logo por um resultado final. É muito mais vantajoso se o cliente está interessado em ter um bom projecto e participa activamente nesse processo, estabelecendo boas relações com o arquitecto (e vice-versa), podendo a tempo sugerir alterações, discutir ideias, do que esperar pelo o produto final e só aí dizer que o projecto está fora dos orçamentos pedidos. </p>
<p>A respeito desta relação arquitecto-cliente sugiro a visita atenta do blog <a href="http://planob-arruda.blogspot.com/" rel="nofollow"> Casa em Arruda dos Vinhos</a>, que demonstra um percurso de projecto e obra de grande sucesso de grande inspiração entre arquitecto e cliente. Não só a casa é precisamente aquilo que o cliente queria (como aparece expresso pelas palavras do mesmo), como foi feita com custos bastante controlados.</p>
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		<title>By: João Morgado</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2007/10/28/trabalhar-com-arquitecto/comment-page-1/#comment-92</link>
		<dc:creator>João Morgado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 15:02:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://palavras-arquitectura.com/2007/10/28/trabalhar-com-arquitecto/#comment-92</guid>
		<description>Completo o comentário anterior afirmando que &quot;Existem bons e maus arquitectos, tal como existem bons e maus profissionais noutras áreas e sectores.&quot;

Há dias, na secção de Arquitectura de uma livraria, ouvi um senhor que dizia para uma amiga: &lt;i&gt;&quot;Eles alteraram aquilo tudo, não ficou nada como eu queria! Está visto que vai ficar uma porcaria... quero lá saber, não sou eu que lá vou morar!&quot;&lt;/i&gt;

Acho que esta forma de pensar diz tudo.
Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Completo o comentário anterior afirmando que &#8220;Existem bons e maus arquitectos, tal como existem bons e maus profissionais noutras áreas e sectores.&#8221;</p>
<p>Há dias, na secção de Arquitectura de uma livraria, ouvi um senhor que dizia para uma amiga: <i>&#8220;Eles alteraram aquilo tudo, não ficou nada como eu queria! Está visto que vai ficar uma porcaria&#8230; quero lá saber, não sou eu que lá vou morar!&#8221;</i></p>
<p>Acho que esta forma de pensar diz tudo.<br />
Abraços</p>
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