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	<title>Comments on: Urbanismo de ocasião</title>
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	<description>um olhar sobre a  arquitectura contemporânea</description>
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		<title>By: Fernando Lara</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2009/02/28/urbanismo-de-ocasiao/comment-page-1/#comment-1809</link>
		<dc:creator>Fernando Lara</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2009 14:03:51 +0000</pubDate>
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		<description>Joao, Tiago e demais apóstolos,
me encanta o pragmatismo portugues. Do outro lado do atlântico temos no Brasil a mesma obcessão em perceber mais verde a grama do vizinho enquanto adiamos para sempre a discussão das nossas proprias raizes. Na america a diferença entre as cidades portuguesas e as espanholas é gritante e o que era um defeito em tempos passados, a ausência de ortogonalidade confundida com ausência de organização, é muito mais um valor nos tempos atuais. Estudemos pois Lisboa, Porto, Salvador, Rio de Janeiro, Luanda, Macau e Goa. Acredito que estas cidades tem tantos problemas quanto respostas para os mesmos.
abraços,
Fernando</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Joao, Tiago e demais apóstolos,<br />
me encanta o pragmatismo portugues. Do outro lado do atlântico temos no Brasil a mesma obcessão em perceber mais verde a grama do vizinho enquanto adiamos para sempre a discussão das nossas proprias raizes. Na america a diferença entre as cidades portuguesas e as espanholas é gritante e o que era um defeito em tempos passados, a ausência de ortogonalidade confundida com ausência de organização, é muito mais um valor nos tempos atuais. Estudemos pois Lisboa, Porto, Salvador, Rio de Janeiro, Luanda, Macau e Goa. Acredito que estas cidades tem tantos problemas quanto respostas para os mesmos.<br />
abraços,<br />
Fernando</p>
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		<title>By: João Sousa</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2009/02/28/urbanismo-de-ocasiao/comment-page-1/#comment-1159</link>
		<dc:creator>João Sousa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 09:49:08 +0000</pubDate>
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		<description>Tiago Trigo, obrigado pelo comentário/crítica ao artigo. Faz sempre bem ler alguma retórica àquilo que se pensa e se escreve. Devo dizer que concordo claramente com o que dizes, salientando que com este artigo não quis de forma alguma apelar que nós é que somos maus e os nossos vizinhos é que são bons. Basta irmos por esse mundo fora e vermos como nenhuma cidade escapa aos interesses, pressões ou fantasias de quem paga e de quem projecta. Apenas note-se que apesar de ser esse o caminho que tomamos, não será certamente assim que se criarão condições melhores para a evolução positiva das cidades no futuro. E exemplo disso é o ponto de ruptura em que se encontram as cidades (em geral) entre o &quot;centro&quot; ou a cidade mais consolidada e todas as periferias e novos centros que radialmente se acopulam e que em termos territoriais ocupam diversas vezes mais espaço que a cidade propriamente dita. E aí, como no nosso senso comum essas periferias já não são cidade, nem sequer pensamos nos problemas urbanos que as mesmas têm e que se multiplicam nas suas relações com outras periferias e centros urbanos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tiago Trigo, obrigado pelo comentário/crítica ao artigo. Faz sempre bem ler alguma retórica àquilo que se pensa e se escreve. Devo dizer que concordo claramente com o que dizes, salientando que com este artigo não quis de forma alguma apelar que nós é que somos maus e os nossos vizinhos é que são bons. Basta irmos por esse mundo fora e vermos como nenhuma cidade escapa aos interesses, pressões ou fantasias de quem paga e de quem projecta. Apenas note-se que apesar de ser esse o caminho que tomamos, não será certamente assim que se criarão condições melhores para a evolução positiva das cidades no futuro. E exemplo disso é o ponto de ruptura em que se encontram as cidades (em geral) entre o &#8220;centro&#8221; ou a cidade mais consolidada e todas as periferias e novos centros que radialmente se acopulam e que em termos territoriais ocupam diversas vezes mais espaço que a cidade propriamente dita. E aí, como no nosso senso comum essas periferias já não são cidade, nem sequer pensamos nos problemas urbanos que as mesmas têm e que se multiplicam nas suas relações com outras periferias e centros urbanos.</p>
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		<title>By: ttrigo</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2009/02/28/urbanismo-de-ocasiao/comment-page-1/#comment-1149</link>
		<dc:creator>ttrigo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 03:46:08 +0000</pubDate>
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		<description>(quero com isto dizer que hoje em dia é uma tarefa dificil a de encontrar um arquitecto que realmente se disponha a fazer cidade com um edifício ao invés de tentar fazer sempre uma nova cidade com cada edifício)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(quero com isto dizer que hoje em dia é uma tarefa dificil a de encontrar um arquitecto que realmente se disponha a fazer cidade com um edifício ao invés de tentar fazer sempre uma nova cidade com cada edifício)</p>
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		<title>By: ttrigo</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2009/02/28/urbanismo-de-ocasiao/comment-page-1/#comment-1148</link>
		<dc:creator>ttrigo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 03:44:00 +0000</pubDate>
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		<description>o problema português deriva em grande parte de uma falta de disciplina crónica, que o território nacional parece exponenciar. advém de uma mentalidade que oscila entre a utopia e a descrença generalisada, não existindo um ponto intermédio que seria a realidade.
quanto à questão dos interesses, essa é uma questão que percorre qualquer país.
o ser humano tem como primordial o seu instinto de sobrevivência, donde advêm todos os interesses que corrompem o pensamento global de interesse colectivo.
também não concordo com a ideia de que tentamos &quot;acompanhar a Europa&quot;, como se a Europa fosse um organismo estranho e exterior.
Portugal em geral olha demasiado para si e de menos para os outros, e quando olha para os outros, a tal &quot;Europa&quot; ou o &quot;estrangeiro&quot; vê apenas ideias abstractas de ambientes que funcionam bem.
Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, etc. são todos países que têm graves problemas de urbanismo, cada um dos países com questões diferentes, mas nenhum deles se pode gabar de não ter problemas idênticos aos de Portugal. Tanto nas cidades pequenas como nas grandes metrópoles.
Não podemos levar os nossos erros de uma forma tão catastrófica. E não quero com isto dizer que os devemos olhar de forma complacente.

Penso que o artigo faz um traçado histórico interessante, mas as críticas levantadas, embora concordando comelas, tenho que dizer que não se registam apenas no nosso país e muito menos são o reflexo de uma nossa tentativa de perseguir &quot;o que se faz lá fora&quot;.

e a melhor maneira de combater o autismo face ao nosso território é tentar fazer novas propostas, começando pelas pequenas, que possam gradualmente alterar o existente. Os arquitectos em geral têm grande responsabilidade pelo estado actual das cidades, somos também nós que aceitamos as regras do jogo e não rejeitamos fazer parte de grandes programas de &quot;renovação urbana&quot; para os quais contribuimos com edifícios icónicos, quer se trate de um museu, um auditório ou uma pequeno posto de venda de revistas...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o problema português deriva em grande parte de uma falta de disciplina crónica, que o território nacional parece exponenciar. advém de uma mentalidade que oscila entre a utopia e a descrença generalisada, não existindo um ponto intermédio que seria a realidade.<br />
quanto à questão dos interesses, essa é uma questão que percorre qualquer país.<br />
o ser humano tem como primordial o seu instinto de sobrevivência, donde advêm todos os interesses que corrompem o pensamento global de interesse colectivo.<br />
também não concordo com a ideia de que tentamos &#8220;acompanhar a Europa&#8221;, como se a Europa fosse um organismo estranho e exterior.<br />
Portugal em geral olha demasiado para si e de menos para os outros, e quando olha para os outros, a tal &#8220;Europa&#8221; ou o &#8220;estrangeiro&#8221; vê apenas ideias abstractas de ambientes que funcionam bem.<br />
Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, etc. são todos países que têm graves problemas de urbanismo, cada um dos países com questões diferentes, mas nenhum deles se pode gabar de não ter problemas idênticos aos de Portugal. Tanto nas cidades pequenas como nas grandes metrópoles.<br />
Não podemos levar os nossos erros de uma forma tão catastrófica. E não quero com isto dizer que os devemos olhar de forma complacente.</p>
<p>Penso que o artigo faz um traçado histórico interessante, mas as críticas levantadas, embora concordando comelas, tenho que dizer que não se registam apenas no nosso país e muito menos são o reflexo de uma nossa tentativa de perseguir &#8220;o que se faz lá fora&#8221;.</p>
<p>e a melhor maneira de combater o autismo face ao nosso território é tentar fazer novas propostas, começando pelas pequenas, que possam gradualmente alterar o existente. Os arquitectos em geral têm grande responsabilidade pelo estado actual das cidades, somos também nós que aceitamos as regras do jogo e não rejeitamos fazer parte de grandes programas de &#8220;renovação urbana&#8221; para os quais contribuimos com edifícios icónicos, quer se trate de um museu, um auditório ou uma pequeno posto de venda de revistas&#8230;</p>
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		<title>By: Tiago Torres Campos</title>
		<link>http://palavras-arquitectura.com/2009/02/28/urbanismo-de-ocasiao/comment-page-1/#comment-663</link>
		<dc:creator>Tiago Torres Campos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 15:15:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://palavras-arquitectura.com/?p=409#comment-663</guid>
		<description>Caro João,

Infelizmente, apenas hoje tomei conhecimento do site Palavras da Arquitectura. Digo infelizmente porque, dos 3 ou 4 textos que tive tempo de ler (até agora), todos eles me interessaram, tanto no conteúdo, como na forma de exposição - clara e simples.

Sou Arquitecto Paisagista, e, a par com a actividade no atelier que estou a montar, a Terramorfose, também tenho um blog onde publico algumas coisas. E talvez por isso reconheço tão inequivocamente o seu esforço.

Parabéns pelo trabalho!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João,</p>
<p>Infelizmente, apenas hoje tomei conhecimento do site Palavras da Arquitectura. Digo infelizmente porque, dos 3 ou 4 textos que tive tempo de ler (até agora), todos eles me interessaram, tanto no conteúdo, como na forma de exposição &#8211; clara e simples.</p>
<p>Sou Arquitecto Paisagista, e, a par com a actividade no atelier que estou a montar, a Terramorfose, também tenho um blog onde publico algumas coisas. E talvez por isso reconheço tão inequivocamente o seu esforço.</p>
<p>Parabéns pelo trabalho!</p>
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